Incorruptibilidade

Retirado do livro: 

“Profilaxia das Manipulações Conscienciais - Mabel Teles”

42. Incorruptibilidade


Definição: A corrupção é o ato ou efeito de corromper, com possível depravação de hábitos e costumes, sendo atitude francamente antagônica ao processo evolutivo.

Sinonímia: 1 - Desonestidade; despudor; depravação; incorreção; ignomínia;
                2 -  Imaturidade; sub-cérebro abdominal.

auto-corrupção é a repetição consciente de atos desonestos e imaturos, prejudiciais à auto-evolução, e com os quais o agente não se sente cômodo, buscando camuflar e reprimir tais ações da lembrança.

Há basicamente, 2 tipos de auto-corrupção:

1 - Manifesta. As autocorrupções declaradas, visíveis e de fácil identificação, assumidas publicamente pela conscin (consciência ainda em corpo, espirito encarnado), não raro, sem pudor. O médico tabagista é exemplo típico dessa situação. Em geral tais autocorrupções são as primeiras a serem expurgadas na reciclagem íntima, por serem incoerentes e desconexas à nova realidade almejada. 

2 - Veladas. As autocorrupções ocultas e dissimuladas, imbricadas em recônditos obscuros do microuniverso consciencial, e, portanto de difícil identificação externa. Por serem constrangedoras e incômodas, a conscin costuma negar para si tais posturas, reprimindo-as.

Mentira. Mentir para si mesmo é o primeiro passo para a instalação de comportamento fraudulento, sendo, em essência mecanismo de autocorrupção.

Automanipulação. O auto-engano nasce da intenção deslocada de camuflar ou fraudar para si a própria realidade, caracterizando quadro de automanipulação anticosmoética. 

Medo. Em geral, implícito neste processo, encontram-se o medo ou aversão de ver-se e tomar contato com as próprias fragilidades e conflitos íntimos, capazes de desiquilibrar emocionalmente a conscin em questão. 

Emocionalismo. O medo de perder o controle ou de perceber-se aquém da falsa imagem idealizada gera instabilidade emocional capaz de potencializar as auto corrupções, levando a conscin a manter-se nos auto-enganos patológicos. 

Acobertamento. nessa situação, as auto-corrupções atuam enquanto mecanismos de acobertamento de realidade que não se quer assumir, aliviando a ansiedade e o estresse decorrentes do auto-enfrentamento franco.

Intencionalidade. Importa pesquisar a existência de ganhos secundários, ou seja benefícios escusos indiretos, quer sejam implícitos ou subliminares.

Objetivos. Em geral, os ganhos secundários abarcam objetivos egoístas e neofóbicos, calcados no subcérebro abdominal onde prevalecem a preservação da auto-imagem e a inércia consciencial (pseudo-equilíbrio).

Conexão. O apego aos ganhos secundários mantém a conscin conectada a “consciexes” (consciência fora do corpo, ja desencarnada, dessomada, espírito) também avessas às renovações intra-conscienciais e, portanto, dispostos a retroalimentar a inércia da conscin auto-corrupta.

Autoengano. O autoengano pode facilitar a manipulação de terceiros, quando minimiza surtos de auto-culpa do manipulador, mantendo-o convenientemente inocente perante os próprios olhos. Além disso, acreditar na própria mentira permitementir com sinceridade, facilitando o engodo dos demais.

Reciclagem. A ruptura deste padrão holopensênico incia-se no momento em que a conscin percebe os efeitos deletérios da própria conduta, chegando, em alguns casos, a buscar ajuda externa por sentir-se incapaz de desemaranhar sozinha a teia por ela própria construída. 


AUTOANÁLISE.


1. Causa. Qual a causa ou força motriz de minhas auto-corrupções?


2. Objetivo. Quais são os objetivos ou ganhos secundários almejados?

3. Incidência.  Com que frequência sucumbo a esta condição? Faço das auto-corrupções um hábito de vida?

4. Agentes. Quais agentes internos ou externos otimizam tal postura?

5. Efeitos. Quais são os efeitos deletérios ou consequências prejudiciais de minhas auto-sabotagens?